quinta-feira, novembro 21, 2013

Ego cheio (de vez em quando sabe bem)

Ontem estive à conversa com uma pessoa que nem sequer me é próxima e tem aproximadamente mais 25 anos que eu... uma conversa informal, sobre a vida, sobre o que temos feito dela e o que ainda queremos fazer. Na minha vez de falar muito resumidamente sobre o meu "processo" até aqui, sobre o quis fazer, o que consegui e não consegui, e sobre o que ainda quero vir a realizar (pessoal e profissionalmente) ela ficou cerca de um minuto calada a olhar para mim, e depois perguntou-me:
M: Mas afinal, que idade tens?
J: Tenho 21... creio que já lhe tinha dito.
M: 21? Engraçado, pensei que tinhas mais uns quantos. Então e com 21 anos já fizeste tudo isso que me contaste?
J: Bem... sim.
M: E ainda queres mais?
J: Claro, senão morro de tédio. Não fui feita pra me conformar com o que tenho.
M: Então mas tu tens 21 ANOS! Com a tua idade, a maioria anda a arrastar-se pela faculdade e não faz mais nada... ou então trabalham e contentam-se com receber o suficiente para as festas do fim-de-semana. Noutras palavras, ou contentam-se com o que têm, ou não se contentam mas também não fazem nada pra ter melhor. Quem me dera a mim ter feito metade do que tu fizeste, com 21 anos!
J: Oh, mas os tempos eram outros. 
M: Isso neste caso não serve de desculpa. Parabéns, miúda! És a filha que todos os pais gostariam de ter!

Com esta me fiquei, com um sorriso sincero, como agradecimento.
Se sou a filha que todos os pais gostariam de ter, isso eu duvido. Mas sou a filha que orgulha os seus próprios pais, e isso já me deixa feliz. Assim como elogios e reconhecimentos destes. De vez em quando, aquecem a alma e enchem o ego.
Obrigado, M!



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